Paróquia Bom Jesus dos Aflitos em Parangaba

Criada pela primeira vez por provisão de 26 de maio de 1759 pelo Governo da Província de Pernambuco, a atual Paróquia Bom Jesus dos Aflitos de Parangaba foi instalada aos 25 de outubro do mesmo ano, sob a invocação de Nossa Senhora das Maravilhas. À época, a antiga Aldeia da Parangaba recebeu o nome de Vila Nova de Arronches, tendo permanecido como paróquia até 1835, quando o Presidente da Província do Ceará, Padre José Martiniano de Alencar, a suprimiu por meio da pela Lei Nº 16 de 2 de junho de 1835.

Recriada pela Lei 1728 de 13 de agosto de 1876, foi instituída canonicamente conforme provisão episcopal de Dom Luiz Antônio dos Santos, primeiro Bispo da Diocese de Fortaleza (1859-1879), já sob a invocação de Bom Jesus dos Aflitos.

A aquisição da imagem de Nossa Senhora das Maravilhas, sua primeira padroeira (1759 – 1835) provavelmente ocorreu com a vinda do grande pregador português Padre Antônio Vieira, jesuíta que passou por aqui por volta de 1654 e que era grande devoto da Santa.

Com relação à aquisição da imagem do Bom Jesus dos Aflitos, presume-se que tenha ocorrido no paroquiato do Padre Antônio Coelho do Amaral (1759 – 1780). No entanto a Coroa de Espinhos já vinha sendo venerada por todo o povo muito antes da imagem do Cristo na cruz, através da Festa dos Caboclos.

Uma vez que a Vila de Arronches não foi bem sucedida, o local voltou ao nome de origem, passando chamar-se oficialmente de Parangaba.

Desde a sua criação em 1759, a Paróquia, seja sob a proteção de Nossa Senhora das Maravilhas, seja do Bom Jesus dos Aflitos, passou por 5 fases: a primeira de 1759 a 1835, com 7 paroquiatos seculares; a segunda de 1835 a 1876, suprimida e anexada à Paróquia da Capital (São José); a terceira fase de 1877 a  1890, anexada à Paróquia do Patrocínio e com a atuação do 2º grupo de padres seculares com mais 7 paroquiatos; a quarta entre 1890 e 1938, administrada pela Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio, com 6 administradores eclesiásticos e o terceiro grupo de padres seculares; a quinta e última fase, de 1938 até os dias atuais, sob a direção dos Padres da Congregação do Divino Salvador.